Castro de Nogueira
Povoado fortificado de médias/grandes dimensões, localizado num destacado cabeço a meio da encosta Leste da Serra do Leiranco, sobranceiro ao vale alargado do rio Terva. O sistema defensivo é composto por duas linhas de muralha e um campo de pedras fincadas. Este encontra-se no princípio da encosta, no colo de acesso ao povoado, dos lados Oeste e Noroeste, e encontra-se bastante degradado, com a maioria das pedras tombadas no chão, havendo poucas ainda fincadas in situ.
A primeira linha de muralha inicia-se logo a seguir ao campo de pedras fincadas e não rodeia o povoado na totalidade. A muralha inicia-se a meio da vertente Sul e segue pela encosta sobranceira à zona de acesso, a Oeste. A meio da vertente Oeste e até ao final da muralha, no princípio da vertente Norte, a muralha abandona o traçado linear em semicírculo e faz dois ou três ziguezagues entre rochedos. A segunda linha de muralha define a pequena plataforma da acrópole rochosa no topo do povoado e é uma muralha bastante menos óbvia que a primeira. Ao contrário desta, parece definir-se por todos os lados, embora em muitos pontos pareça apenas fechar espaços entre rochedos.
A Sudoeste nota-se um amplo derrube, e a Norte define-se claramente um talude acompanhado de derrube. Do lado Noroeste, sobre a zona de acesso, o espaço intermédio entre as duas linhas é o mais amplo e o que apresenta melhores condições de habitabilidade, para além da plataforma superior da acrópole.
Os materiais de superfície são extremamente numerosos em toda a área do povoado e podem dividir-se em dois grandes grupos, ambos amplamente representados: o primeiro, composto por cerâmicas manuais da Idade do Ferro, geralmente de pastas claras, algumas brunidas, e um segundo grupo composto por cerâmicas claras e cinzentas da Alta Idade Média, feitas a torno. Algumas das cerâmicas da Idade do Ferro parecem apontar para uma incipiente romanização, sendo de destacar a ausência de tégulas (fonte: Portal do Arqueólogo).